30 de outubro de 2014
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VÁRZEA GRANDE
JAYME CAMPOS CRITICA GESTÃO DO PREFEITO WALLACE
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Gilson Nasser

Pouco mais de um ano após ver sua esposa, Lucimar Campos (DEM), derrotada na eleição da prefeitura de Várzea Grande, o senador Jayme Campos (DEM) iniciou uma série de críticas a gestão do prefeito Walace Guimarães (PMDB). Ao seu estilo, o democrata afirmou, em entrevista a Rádio CBN (AM-590), que a Cidade Industrial está numa "situação de penúria".

O senador disse que, apesar de ser suspeito a falar, esperou um ano para fazer uma avaliação pública da atual gestão. E, como era esperado, intensificou as críticas a Walace Guimarães. "Em um ano de gestão, não aconteceu nada. O pronto-socorro está uma calamidade, as creches e escolas não funcionam de maneira adequada", disparou.

Uma das situações que mais "chocaram" o senador é a quantidade de buracos existentes nas rotas de desvio para obras da Copa. Ele citou que na região da Ponte Nova, num raio de 200 metros, são dezenas de buracos que impedem o tráfego adequado de veículos. "É impossível que não tem recursos para fazer, no mínimo, uma operação tapa buracos ali", disparou.

Jayme ainda destacou que as alegações do prefeito de que a arrecadação municipal é baixa não procedem. Ele citou que o IPTU (Imposto Predial, Territorial e Urbano) cobrado no município é um dos maiores do país. "O que ele precisa é dar a contrapartida a população com serviços públicos de qualidade o que incentiva a pagar", declarou.

Porém, o senador citou que, desde que deixou a prefeitura, em dezembro de 2004, os gestores que assumiram a cidade não trataram a administração pública com objetivo de melhorar a qualidade de vida do povo. "Infelizmente, quem passou por ali, administrou para si próprio e esqueceu da cidade e do povo", frisou.

Governo

O mesmo posicionamento crítico Jayme Campos manteve em relação ao Governo do Estado. Segundo ele, o slogan utilizado pela gestão de Silval Barbosa (PMDB), de que "nunca se fez tanto por Mato Grosso", é um desrespeito as gestões passadas. Com a experiência de ter governado o Estado, entre 91 e 94, o democrata citou que todas as gestões passadas fizeram muito pelo Estado. "O meu grupo político colaborou muito para que Mato Grosso hoje se tornasse esta potência, principalmente no agronegócio", afirmou.

Com o final de seu mandato em dezembro de 2014, o senador democrata afirmou que está trabalhando para viabilizar uma candidatura a reeleição no próximo ano. "Tenho serviço prestado e o reconhecimento popular. Pesquisas internas dizem que sou bem avaliado a uma reeleição", disse.

Ele pontuou que a partir deste mês inicia um cronograma de visitas no interior onde discutirá com militantes do partido os rumos da legenda nas eleições de 2014. Apesar de negar que sua candidatura a senador seja uma exigência para firmar uma aliança com outros partidos, Jayme colocou que o espaço do partido deve ser respeitado. "É lógico que não vamos impor nada e não sou um alucinado. Mas somos o partido com maior número de filiados, com um senador, um deputado federal, um estadual e 125 vereadores. Temos viabilidade eleitoral para um cargo de destaque numa aliança", falou.

Sobre as conversações com outras legendas, o senador frisou que a tendência natural é apoiar uma provável candidatura do senador Pedro Taques (PDT). Porém, ele destaca que as definições partidárias ocorrerão somente nas convenções, em junho do próximo ano. "Já vi, em 30 anos de política, partidos falarem que estão coligados por 4 anos e romperem na convenção. E partidos se digladiando e nas convenções estarem juntos".

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